CITY TOUR

Quito e seus dois mundos


A capital do Equador não apenas divide o hemisfério sul do norte como apresenta muitos contrastes como se fossem mundos opostos. Tem a influência europeia e inca, bairros com diferenças gritantes e a própria geografia desnivelada em plena Cordilheira dos Andes. Neste artigo, mostro alguns atrativos de Quito e conto o que fiz por lá em 5 dias.

Por que visitar Quito, Equador?

Além das paisagens espetaculares, dos vulcões, da rica gastronomia, da simpatia dos quiteños e das experiências culturais, Quito nos brinda com o Centro Histórico mais bem-preservado da América Latina, não por acaso, foi a primeira cidade a ser declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, em 1978.

Também por ser um local estratégico para ter como base e viajar pelo Equador, fica no meio do país, ou melhor, no meio do mundo, mais perto do sol e a poucas horas das regiões litorânea e amazônica.

Ícones de Quito em obra de metal no parque La Carolina
Ícones de Quito em obra no parque La Carolina

O que fazer na viagem para Quito

Primeiro, um contexto geográfico: imagina uma região repleta de montanhas, penhascos, cânions e alguns vulcões, agora volte mais de 400 anos e visualize a construção de uma capital nesse terreno que já foi habitado pelos Incas. Por isso Quito tem tantas igrejas católicas impressionantes, as obras começavam, mas os obstáculos do terreno não permitiam seguir o projeto, então acabavam e começam outra em local diferente.

Mas só fiquei sabendo desse e vários outros detalhes por estar acompanhada por guias com muito conhecimento. No primeiro dia fiz uma caminhada pelas igrejas e gastronomia no Centro Histórico com a Jenny Loachamín, da Quinti Travel. A partir do segundo dia o guia Diego Fernando Cabascango, da Latin Adventures, me acompanhou em diferentes passeios, como um tour privativo mesclando pontos poucos conhecidos com a essência da cultura local e o tradicional tour Mitad del Mundo que incluí mirantes, degustação de chocolate e mais um pouco do centro histórico. As duas empresas oferecem opções na cidade e arredores, podendo ser personalizada e com motorista buscando no hotel. Lembrando que o trânsito é caótico e somente um morador vai saber os melhores caminhos.

O que aprendi com eles e recomendo ver em Quito:

  1. Visite igrejas

Mesmo sem ser religioso, não deixe de visitar as igrejas. Já quem curte incluir esses templos no roteiro, deve esquecer as referências vistas pela América Latina porque em Quito a sensação é diferente e simplesmente possui um dos maiores acervos da América do Sul. Exceto pela Basílica do Voto Nacional, a mais nova, todas são compactas, com a grandiosidade do ouro muito mais perto do que as outras igrejas coloniais já visitadas. Isso dá a impressão de ser ainda mais ouro. Mas não passa de ilusão, é madeira toda entalhada e coberta por uma finíssima lâmina de ouro.

Pode fazer uma caminhada pelas ruas estreitas do centro histórico de Quito entre a Basílica del Voto Nacional e a Plaza San Francisco, parando na Praça de La Independencia, principalmente pela rua García Moreno, conhecida como Calle de las 7 Cruces, por abrigar vários edifícios históricos.

Catedral Metropolitana de Quito (1799)

A catedral mais antiga da América do Sul revela cantinhos escondidos que só um guia pode mostrar o caminho, é possível visitar o interior da catedral e caminhar por túneis estreitos até chegar à parte externa das cúpulas. Dalí podemos ver toda a Plaza Grande e o conjunto arquitetônico do governo como o Palácio Presidencial. Porém, não é acessível para pessoas com problemas de mobilidade ou fobias.

Cúpula de igreja em Quito
Interior e cúpulas da Catedral de Quito

Destaque para a pintura da Última Ceia adaptada para a cultura local, Cristo e os discípulos festejando com cuy (porquinho-da-índia), e uma pintura do presépio exibindo uma lhama.

La Compañía de Jesús (1765)

A igreja mais impressionante é em estilo barroco muito bem preservado, talvez o melhor exemplo dessa arquitetura no mundo, uma pena não poder fotografar. A fachada é esculpida em pedra vulcânica, enquanto o interior é madeira entalhada coberta por ouro e simetria perfeita. São tantos detalhes que vale fazer o tour guiado para entender os simbolismos, o sincretismo e as curiosidades.

Fachada da Compañía de Jesús
Fachada da Compañía de Jesús

Basílica del Voto Nacional

Interior da Basílica do Voto Nacional
Vitrais gigantes

A mais alta igreja de Quito é neogótica e nova comparada as outras, mas vale a visita pela melhor vista do alto das torres para o centro histórico. Ali dá para ver de perto as gárgulas nada assustadoras com imagens da fauna equatoriana como tartarugas e iguanas. Contudo, deve subir por uma escada íngreme para a melhor experiência, pior é descer, respire fundo e segure firme no corrimão. O caminho para as torres foi recentemente modernizado com vista para o interior da igreja e seus vitrais, no dia deu para ver restauradores trabalhando nas peças de vidro e há outros mirantes para quem tem vertigem de subir nas torres.

Igreja Nossa Senhora de Guápulo (século XVI)

Considerada joia arquitetônica por historiadores, fica fora do centro histórico rumo ao norte, situada em um bairro de mesmo nome. Era uma cidade que acabou incorporada por Quito, mas fica no limite da zona rural. Atualmente a igreja Guápulo é local sagrado de peregrinação com seu interior coberto de ouro e detalhes, o destaque é a cruz latina de 60 metros.

Plaza Grande

Também conhecida como Praça da Independência, é rodeada pela sede do governo do Equador, o hotel cinco estrelas onde ficam as autoridades (Hotel Plaza Grande) e a Catedral de Quito. No centro está o Monumento à Independência para celebrar a emancipação do país, em 1809, jardins e grande movimento de pessoas. Nas segundas-feiras ocorre a troca da guarda, às 11h, no edifício com a bandeira nacional hasteada no topo, o Palácio de Carondelet (1801).

Plaza San Francisco

É uma praça importante para as manifestações culturais em Quito, o local é um complexo religioso abrigando uma igreja católica, um mosteiro, uma biblioteca e um museu. A igreja de São Francisco é a mais antiga da cidade.

Plaza San Francisco

Foi um dos locais onde a visita completa ficou de fora por falta de tempo, passei somente pela praça.

  1. Suba nos mirantes

Quito é espalhada ao comprido e dos mirantes pode ver quase toda a sua extensão, mas os pontos turísticos se concentram no centro-histórico e zona financeira. O mirante mais recomendado é o teleférico até Cruz Loma para ver o vulcão Pichincha de perto a 4100 metro de altura. Infelizmente, estragou um dia antes da minha visita e fechou para reforma. Espero que esteja funcionando durante a sua estada.

Mirador de Guápulo com vista para a Igreja de Guápulo

No lado oposto há o Mirador de Guápulo, no bairro de mesmo nome, que pode passar quando visitar a igreja de Guápulo. Localizado na rua Rafael de Leon, 1086. Falando em igreja, quase todos têm mirantes como a Basílica del Voto Nacional e a Catedral Metropolitana, mas a melhor vista foi no El Panecillo.

El Panecillo visto do mirante da Basílica del Voto Nacional
El Panecillo visto do mirante da Basílica del Voto Nacional

El Panecillo

Um morro que parece um pão no coração da cidade e por isso o nome dado pelos equatorianos, panecillo significa pão pequeno. Fica a 3 mil metros de altitude e tem vista 360 graus da cidade podendo observar a diferença no clima, havia lugares nublados e outros ensolarados conforme a direção. O melhor horário para boa visibilidade é de manhã cedo, antes das nuvens aparecerem. Mas o período mais animado é no fim de tarde para ver o pôr do sol e apreciar a comida de rua.

Vista do El Panecillo, mirante em Quito
Mirante El Panecillo

O destaque e ponto de referência para se localizar na cidade é a estátua La Virgen de Quito (1976), conhecida como La Virgen del Panecillo, feita em mosaico de alumínio com 41 metros de altura exibindo coroa de estrelas e um dragão acorrentado representado a besta dominada por Nossa Senhora.

La Virgen del Panecillo, no alto de Quito
La Virgen del Panecillo

Para chegar até El Panecillo é preciso subir a Calle de las 7 Cruces.

  1. Relaxe nos parques

São diversos parques em Quito, mas La Carolina é o preferido dos turistas e único no meu roteiro.

Parque La Carolina, na zona financeira de Quito
Parque La Carolina

Parque La Carolina

Era onde ficava o antigo aeroporto de Quito e foi transformado em um dos grandes parques da cidade rodeado por prédios modernos de alto padrão.

Orquidário do Jardim Botânico de Quito
Orquidário do Jardim Botânico

A atração mais popular é o Jardim Botânico, com exemplos nativos que abrangem o bioma páramo, floresta nublada, pântanos e outras áreas do país, além das estufas com orquídeas, jardim etnobotânico e jardim amazônico. Atravessando uma ponte há ainda um jardim japonês com dezenas de bonsais, área de recreação infantil e academia privada, essa dá vontade de treinar por ser completamente imersa na tranquilidade da natureza.

  1. Conheça a arte equatoriana

Das feiras de artesanato, as galerias e museus de arte contemporânea, sacra e indígena, são várias opções e fiquei surpresa comigo mesma por ainda não ter ouvido falar do artista Oswaldo Guayasamín.

Casa Museo Guayasamín

Obra de Oswaldo Guayasamín na Capilla del Hombre
Exposição permanente na Capilla del Hombre

Oswaldo Guayasamín (1919–99) ficou muito conhecido com suas peças espalhadas pelo mundo, então percebeu que nenhuma estava exposta no Equador e doou toda a sua obra, ou as remanescentes no país, com a condição de permanecer no território após a sua morte. Desta forma a população equatoriana poderia apreciá-la. O artista também era um colecionador inquieto, e suas coleções particulares de arte sacra e peças pré-colombianas de cerâmica, osso e metal estão expostas na casa museu.

Capilla del Hombre
Capilla del Hombre

Já as suas criações principais estão no interior da Capilla del Hombre, uma das grandes obras de arte da América do Sul, é um monumento-museu tributo à humanidade, ao sofrimento dos indígenas e à esperança. Guayasamín concebeu a ideia da Capilla del Hombre em 1985, mas faleceu antes da conclusão das obras em 2002. Ele está enterrado sob um pinheiro próximo à casa.

Jardim onde o artista está enterrado na Casa Museo Guayasamín

Além das artes, os jardins têm uma vista linda para Quito exatamente como ele via quando trabalhava no seu ateliê. A casa onde morou e trabalhou virou um museu que pode ser visitado, a entrada inclui visita guiada na galeria Capilla del Hombre e na casa.

  1. Veja a rotina dos mercados

Nos mercados de Quito, observe a rotina dos equatorianos e, no mínimo, compre um suco natural, mas recomendo experimentar as comidas locais tão maravilhosas que tem um artigo exclusivo. São similares e encontrados nos maiores bairros, almocei no Iñaquito, ao lado do bairro La Carolina.

Sucos naturais baratos e deliciosos em qualquer mercado

Mercado Iñaquito

Um quarteirão inteiro abarrotado de comidas locais, plantas e restaurantes. Mas tudo organizado por estilo, frutas de todos os tipos predominam entre frutos do mar, carnes, vegetais, cereais e ervas. As barracas vendendo refeições se concentram em um canto perto de uma das saídas, algumas com leitões inteiros assados e recheados com arroz, outras com pratos lindos com camarões gigantes e aquelas que poucos gostam, sopas com miúdos. Embora tenham turistas, a maioria das mesas está cheia de moradores comendo a qualquer hora do dia.

Localizado entre a Avenida 10 de Agosto e o Rio Amazonas, tem acesso por todas as ruas ao redor e todo residente sabe onde fica.

  1. Faça passeios nos arredores

Melhores bairros para se hospedar em Quito: Centro Histórico, La Mariscal ou centro financeiro

A maioria dos hotéis ficam nos bairros La Mariscal e no Centro Histórico, embora haja unidades nos bairros La Floresta e Carolina, o centro financeiro e zona mais moderna de Quito. O centro histórico reúne os principais pontos turísticos da cidade para fazer tudo a pé, enquanto La Mariscal é o preferido pelo preço, vida noturna agitada e centros culturais.

La Mariscal

Fiquei duas noites ali e achei tranquilo caminhar durante o dia e encontrar serviços bons e muito baratos como restaurantes e lavanderias, por outro lado, fui avisada diariamente para nunca caminhar a noite, principalmente sozinha. Para visitar pontos históricos precisa pegar táxi ou contratar tour que busque no hotel.

ArtPlaza tem a porta de entrada em uma praça bem localizada no bairro La Mariscal, apresenta decoração andina simples, quartos aconchegantes e bom café da manhã pago a parte. Têm suítes privativas e esse ano lançaram quartos compartilhados, dei uma espiada e está tudo novinho, mas os valores são tão em conta na suíte que só vale se estiver realmente com o dinheiro contado.

Suíte ArtPlaza, hotel em Quito
Suíte ArtPlaza

Outra opção mais descolada e ótima para fazer amigos é Selina Quito com restaurante, cafeteria, cooworking, suítes privativas e compartilhadas seguindo o astral e serviços da rede. Os quartos compartilhados são com beliches onde cada cama tem uma caixa com cortinas, chave, luz e tomada. Todos os espaços com excelente sinal de wi-fi e senha para entrar nas acomodações.

hotel e hostel em Quito
Biblioteca do Selina Quito

Centro financeiro

Também fiquei duas noites e achei a melhor opção para viajante solo em busca de conforto e segurança. Por outro lado, tudo é três vezes mais caro que os outros bairros. Alguns atrativos ficam próximos, outros precisa de transporte, mas é cheia de restaurantes e lojas descolados, além dos parques e tranquilidade para caminhar a qualquer hora do dia. Me hospedei no recém inaugurado Go Quito Hotel e escrevi um relato contando em detalhes.

Café da manhã com vista no Go Quito Hotel
Café da manhã com vista no Go Quito Hotel

Centro Histórico

Quiteños não recomendaram se hospedar no centro histórico por ser perigoso a noite e a necessidade de estar sempre atento durante o dia com os batedores de carteira. No entanto, uma americana que fez um tour comigo gostou muito e se sentiu segura hospedada no Hotel Casa Gangotena, uma antiga residência reformada para hotel da rede Relais & Chateaux. E ainda tem a vista para um dos mais importantes atrativos históricos: Plaza San Francisco, além das torres e cúpulas de diversas construções religiosas. Entrei somente na recepção enquanto esperava por ela e pareceu uma ótima opção para quem pode pagar.

Quando ir e quantos dias passar em Quito

Junho a setembro é a melhor época para visitar os Andes pelo tempo seco e mais dias ensolarados, mas também é temporada alta com custos mais elevados e maior quantidade de turistas. No entanto, Equador é um dos poucos países onde pode vivenciar quatro zonas climáticas em um único dia, vista roupas leves e tenha sempre um casaco bem quente a mão.

Três dias deve ser o mínimo sem sair da capital. Fiquei 5 dias, sendo 2 nos arredores e faltou tempo para visitar tudo o que eu gostaria.

Dicas

Aclimatação é essencial ou sua viagem pode ser um desastre, principalmente para atividades físicas. Quito é uma das capitais mais altas do mundo, localizada a 2.850 metros acima do nível do mar. Por isso, aplicar protetor solar diversas vezes deve ser um ritual e se a boca ficar muito seca, aproveite para comprar manteiga de cacau a granel no local onde a fruta tem a melhor qualidade no mundo.

Ande sempre com uma garrafa de água, mantenha-se hidratado e caminhe no seu ritmo com quantas paradas for necessário se ainda não estiver bem aclimatado. Achei que estava por vir de alguns dias em Bogotá e me senti exausta a pé pelo centro histórico no primeiro dia, depois foi melhorando.

O seguro viagem deixou de ser obrigatório para viagens ao Equador, mas é imprescindível, principalmente pelo risco de sofrer com mal de altura ou for praticar esportes.

Vacina febre-amarela é obrigatório para quem vem de algumas regiões como Brasil, não me pediram, porém, melhor ter a sua carteira internacional sempre a mão.

Não leve nota de U$ 100, ninguém aceita e somente o Banco Central troca. O cartão Wise funcionou super para sacar dinheiro nos caixas eletrônicos e alguns estabelecimentos de Quito aceitam.

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Como chegar?

O Equador é um dos poucos países da América do Sul que não faz fronteira com o Brasil, nem possuí voos diretos, mas não é difícil chegar à capital equatoriana fazendo escala em Lima ou Bogotá. O Aeroporto Internacional Mariscal Sucre é a principal porta de entrada no Equador, localizado a cerca de 40 km do centro de Quito, e um dos melhores da América Latina.

Como ir do aeroporto de Quito para o hotel

Para sair do aeroporto, saiba que Uber não é legalizado no país, mesmo assim é o melhor transporte, recomendaram os locais. Há ônibus um pouco mais barato até o centro, tendo que pegar outro táxi até a hospedagem. Na volta, estava em uma fazenda em Cotopaxi e o hotel chamou um transporte privativo, opção mais cara, porém segura em locais mais afastados.

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Roberta Martins

Comunicadora, idealizadora deste site, fotógrafa e guia de turismo. Há 16 anos relata suas experiências de viagem focando em cultura e aventura. Saiba mais na página da autora. Encontre no Instagram

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