Máscara para se proteger do coronavírus sendo disputada

Voar em tempos de pandemia: como foi voltar da Austrália para o RS


Aproveitando que a minha mãe voltou da Austrália essa semana, gravamos o quarto episódio do podcast Tesão de Ouvir entrevistando ela para entender como está sendo voar em tempos de pandemia. Foi cerca de 30 horas pegando 3 aviões diferentes mais as escalas nos aeroportos, do Catar e de São Paulo, até chegar ao Rio Grande do Sul.

Em resumo, a impressão passada por Graça Martins é que as companhias aéreas e alguns serviços turísticos estão cuidando dos passageiros preocupados com os protocolos de sanitização e segurança. O problema parece ser os próprios passageiros que não respeitam as regras e ainda atrapalham o processo. Por outro lado, ainda falta aprimorar muito a sinalização e ações para ensinar o turista a viajar nessa nova realidade em tempos de pandemia. Ela viajou com as empresas aéreas Qatar Airways e Gol Linhas Aéreas.

“Todos os aeroportos estão com espaço e limite para sentar assim como nos voos, fica uma cadeira sim, uma cadeira não. Mas na hora de entrar na aeronave que esculhamba, os passageiros ficam amontoados enfiando as malas.” 

“Quando chegamos ao Catar tinha um aparelho que media a febre, mas entrando no Brasil não faziam nada. Apenas se ouvia dos cuidados nos alto-falantes. Ação não vi nenhuma como aquelas marquinhas de distanciamento, havia só nas cadeiras. Na fila da Gol ficava um passageiro em cima do outro, apenas na  saída do voo tiveram o cuidado de não deixar sair todo mundo amontado. A comissária ficou na metade pedindo para ficarmos sentados e só liberou depois de os primeiros terem saído.” Relata Graça Martins.

Voar em tempos de pandemia: como foi voltar da Austrália para o RS

Ouça a conversa completa clicando na seta ou veja os destaques. a seguir.

Perguntei a ela como foi na hora das refeições, afinal é preciso tirar a máscara e a viseira (as novas amenidades das cias aéreas junto as luvas e álcool gel) e a resposta foi: 

“Exigiam que a gente entrasse com máscara e viseira a partir do portão de embarque, mas o meu parceiro de banco nunca respeitou… ele botava a máscara no pescoço, na hora da saída vi que ele pegou uma do chão e ficou com as duas no pescoço, ele só colocava quando exigiam… e, geralmente, abaixo do nariz… Era um chileno vindo de Sydney e a única maneira de ele entrar no Chile tinha que ser via Brasil…”

No dia que o Brasil passou a marca de 90.000 mortes por Covid, o governo brasileiro decidiu reabrir as fronteiras aéreas. Desde 29 de julho está autorizada a entrada de estrangeiros em todos os aeroportos do país com exceção dos situados nos estados: Mato Grosso do Sul, Paraíba, Rondônia, Rio Grande do Sul e Tocantins. Reforçando que o Rio Grande do Sul está com bandeira vermelha e laranja, ou seja, alto risco de contágio e hospitais perto da ocupação máxima. 

Outra questão foi o tempo de espera antes do embarque e depois do desembarque estar maior pelos novos protocolos, no entanto, a resposta foi diferente do esperado: 

“Não pelas exigências, está mais demorado porque deve ter menos funcionários trabalhando… E outra coisa, muito erro de código, cancelam o voo, mudam o número do voo e nem eles acham, precisam ver em outro lugar e demoram para voltar com a solução. Eu achava que a demora iria ser pelos cuidados com o vírus, mas não foi.”

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Graça Martins viajando em tempos de pandemia
Selfie da Graça Martins dentro do avião da Qatar Airways

Como foi a quarentena na Australia e outros dados 

Durante a conversa, ela também conta como foi viver a quarentena em Perth, na Western Australia, acompanhando a rotina do filho e dos netos australianos por 6 meses; como foi solicitar o visto especial para permanecer legalmente no país; e seus planos de viagens depois de toda essa experiência. Ouça a entrevista completa clicando no play da sua plataforma preferida.

Além disso, eu e Luciano Nagel trazemos notícias sobre as fronteiras, outros viajantes pegos de surpresa, dados de voos, países que aceitam brasileiros e nossa opinião sobre ser momento de viajar ou não.

Você se arriscaria pegar um avião agora? Já dá para sair de casa?

Algumas fronteiras começaram a abrir, o Brasil já está recebendo estrangeiros e alguns poucos países também aceitam turistas brasileiros. Então queremos abrir uma discussão para saber o que você acha: arriscaria sair do país neste momento indo para países que estão com a fronteiras abertas como México, Turquia, Maldivas ou Egito? E viajar pelo Brasil, devemos esperar? Responda ou deixe sua opinião nos comentários.

As promoções estão tentadoras, afinal, o setor aéreo foi um dos mais atingidos pela Covid-19. Luciano Nagel lembra que aeroportos foram fechados, rotas canceladas, voos internacionais proibidos, enfim, todo mundo querendo ir para o exterior e não podia quando a pandemia foi declarada. Dados da Associação Brasileira das Empresas Aéreas apontam que a demanda por voos domésticos teve uma queda de 93% em abril em relação ao mesmo mês no ano passado. 

Para quem prefere se arriscar, o site da IATA mostra quais países estão abertos, restrições e operação de voos atualizados com frequência.

Graça também deixou sua opinião depois de ter vivido tudo isso, mas avisa que já comprou duas passagens aéreas para viajar pelo Brasil em 2021:

“Tem que esperar. Se der qualquer zebra como ficar presa e não poder voltar é muito ruim, por enquanto não iria, mas daqui a pouquinho já vou!… De repente os parques estão fechados, o passeio está fechado… está muito inseguro isso aí.” 

Para concluir deixo a minha opinião 

Não podemos parar de sonhar com as viagens. Todo o tempo que nunca tínhamos para planejar com calma, agora temos e vale aproveitar para pesquisar destinos. Só não definir as datas até termos mais certezas. Começaria com o Brasil. Primeiro passeios na própria cidade, depois na região onde mora e então os estados mais seguros. Quando pensar em viagem internacional, lembre dos países vizinhos e fique atento quando as fronteiras abrirem.

Clique se não sabe o que é um podcast


Podcast é a evolução do hábito de ouvir rádio. As maiores diferenças são democratização (qualquer um pode criar um programa) e poder de escolha. O ouvinte decide em qual dispositivo, plataforma e horário deseja escutar sem a frustração de procurar uma estação e não achar nada bom. Ainda pode baixar para usar quando estiver sem internet. O lado ruim é cada vez ter mais opções, por isso, é bom seguir, favoritar e recomendar os que mais gosta.

Tecnicamente, é uma transmissão de arquivo de áudio pela internet. Onde um produtor de conteúdo cria o programa e vai postando os episódios que podem ter entrevistas, bate-papo, opinião, leitura, música e a lista é infinita. Inclusive, programas rádio e TV tradicionais estão migrando, ou criando versões nesse formato, para não perder espaço para a concorrência.

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Roberta Martins

Roberta Martins

Publicitária, geradora de conteúdo sobre turismo, idealizadora deste site, fotógrafa e guia de turismo. Há 14 anos relata suas experiências de viagem focando em cultura e ecoturismo. Saiba mais na página da autora.

3 comentários

  1. Ótimo artigo! Obrigado!

  2. Já ouvi.. morri de rir… ela é uma figura
    Te dou uma outra dica, já que estamos em época de pandemia..Se tiver Uber por aí, fazer um Tesão..Ou Boa Bla car contando histórias.. tem umas engraçadas e vc tb vai deixar o alerta dos cuidados

    1. Aqui estou rindo para não chorar!! Valeu a dica, vamos pensar nesse tema

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