Primavera em Bariloche


A ideia de conhecer San Carlos de Bariloche no verão sempre me atraiu mais do que pegar a famosa temporada de ski. Me imaginava caminhando por aquelas paisagens, depois de meses escondidas pela neve, se exibindo com toda força nos meses mais quentes do ano.

Então surgiu a oportunidade de uma parada durante a viagem Cruce Andino (veja o vídeo) na primavera. Foram duas noites, uma manhã e um dia inteiro pra sentir a cidade e confirmar a vontade de voltar no verão. Ainda estamos no outono e tem todo o inverno pela frente, mas é tempo suficiente para se planejar e escolher qual estação prefere.

Atenção! Turistas ainda não podem entrar na Argentina.  

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Ameixeiras em flor nas ruas de Bariloche
Ameixeiras em flor nas ruas de Bariloche
Catedral Nossa Senhora do Nahuel Huapi
Catedral Nossa Senhora do Nahuel Huapi
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Primavera em Bariloche

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Encontrei uma Bariloche congelante, nublada e florida no final de setembro. As ruas estavam tomadas por ameixeiras com pequenas flores rosas e o movimento de pessoas era de uma cidade turística na baixa temporada. As excursões de colégio e os turistas estavam lá, mas sem lotar espaços ou fazer grande barulho.

Lago Nahuel Huapi
Lago Nahuel Huapi
Cachorros esperando as fotos com os turistas
Cachorros esperando as fotos com os turistas

A caminhada nas margens do Lago Nahuel Huapi foi quase deserta. O motivo, acredito ser pelo frio, porque na rua Mitre lojas de artesanato, artigos esportivos e chocolates estavam movimentadas. Inclusive, passei por uma apresentação de dança típica e os tradicionais cachorros da raça São Bernardo esperando para tirar fotos com os turistas.

Já a noite foi mais agitada dentro das cervejarias, outro atrativo no centro de Bariloche. São várias Cervejarias Artesanais com boa música e diversificado cardápio para beber e comer. A Berlina Pueblo foi a escolhida para jantar pizza e as saideiras foram no caminho do hotel aproveitando as promoções de happy hour (lá acontece depois da meia noite). Provei um copo do tipo stout em cada casa passando também pela Antares e Bachman.

Dança típica na frente do Centro Cívico
Dança típica na frente do Centro Cívico

Circuito Chico

No dia inteiro em Bariloche, teve o tradicional Circuito Chico. Uma espécie de city tour pelos principais pontos turísticos da região, não se limitando ao município. Passou pelas margens do lago Nahuel Huapi, Cerro Campanário, Hotel Llao Llao, Capela San Eduardo e paradas no caminho para apreciar as belezas naturais.

Vista do alto do Cerro Campanário em dia nublado
Vista do alto do Cerro Campanário em dia nublado
Confeitaria no alto do Cerro Campanário
Confeitaria no alto do Cerro Campanário

O ponto mais interessante é a vista panorâmica no topo do Cerro Campanário com a parada estratégica para se esquentar na confeitaria. O frio lá no alto arde e tira o movimento dos dedos, mas vale subir pelo teleférico e curtir o visual antes de pedir um chocolate quente com torta de doce de leite. Só lamento as nuvens carregadas tirando a visibilidade daquela foto clássica da Patagônia.

É mais um motivo pra eu voltar! Ainda mais quando abriu um sol maravilhoso no último dia deixando o cenário espetacular na partida do Cruce Andino.

A volta do Cruce Andino começou linda partindo do Lago Nahuel Huapi
A volta do Cruce Andino começou linda partindo do Lago Nahuel Huapi

O que fazer em Bariloche (o que fiz e o que deu vontade):

O Circuito Chico dura 4 horas e tem saídas pela manhã e tarde diariamente. É oferecido por diversas agências ou pode ser feito por conta própria. Quando chove fornecem capas de chuva para subir no teleférico do Cerro Campanário.

Dica: prefira um dia de sol ou faça o circuito e volte só no Cerro Campanário quando o tempo melhorar.

No Cruce Andino fiz ida e volta partindo de Puerto Varas, no Chile, mas também pode ser só ida a partir de Bariloche. Ou pegue só o primeiro barco, navegue pelo lago Nauel Huapi e volte para Bariloche.

Opção para quem tem mais tempo e me deixou com vontade é o Circuito Grande com saídas de setembro a maio. O passeio de um dia vai até as cidades de Villa Traful e Villa La Angostura passando pelos bosques e atrações da região. Também tem os roteiros pelos Sete Lagos e Cerro Tronador.

Cerro Catedral é pra esquiar e já estava fechado na primavera. Mas isto depende da quantidade de neve e pode ser diferente a cada ano.

Cerro Otto também vale pelo horizonte e atividades que mudam conforme a época do ano. Sobe em funicular e tem uma confeitaria giratória com vista 360 no topo.

Congelando e sorrindo com a vista do Cerro Campanário, em Bariloche
Congelando e sorrindo com a vista do Cerro Campanário



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Tours e ingressos

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Tome Nota Bariloche

Onde ficam as cervejarias: O happy hour geralmente acontece em dois momentos, lá pelas 19h e depois da meia noite.
Antares na rua Elflein, 47.
Bachmann na rua Elflein, 90.
Berlina Pueblo na rua Neumeyer, 30.

Prato com chinchulines e mollejas. Restaurante em Bariloche
Prato com chinchulines e mollejas

Onde comer parrilla: La Parrilla De Julian foi local do almoço cheio dasachuras que eu adoro e a maioria acha nojento. Também servem apetitosos bifes de ojo e costelas. Na Av. San Martín, 590.

Hotel em Bariloche: Hotel Edelweiss é bem localizado com vista para o lago e as montanhas nevadas. Destaque para a piscina coberta no último andar com paredes de vidro para curtir a paisagem. Os quartos são amplos, tem lareira na recepção, spa, bar e restaurante. E o café da manhã é diversificado com as deliciosas facturas (pães doces) argentinas.

RESERVE AQUI

hotel em Bariloche
Hotel em Bariloche

Como chegar além do Cruce Andino:
Como a Argentina faz fronteira com o Brasil, é possível ir de carro ou ônibus via Puerto Iguazú, ou Paso de Los Libres. O texto com dicas para viajar de carro para o Chile tem informações sobre as estradas e regras de trânsito na Argentina. O jeito mais rápido é o avião, os voos partindo do Brasil, geralmente, tem escala em Buenos Aires. Pesquise o aéreo aqui.

Hotel em Bariloche
Meu quarto no Hotel Edelweiss e abaixo a vista da janela pela manhã

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    2.1 Avalie levar chip de celular e vá comprando a moeda aos poucos.
  3. Então monte o roteiro e vá fazendo as reservas de hospedagem e passeios conforme o tempo disponível.

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Roberta Martins

Comunicadora, idealizadora deste site, fotógrafa e guia de turismo. Há 15 anos relata suas experiências de viagem focando em cultura e aventura. Saiba mais na página da autora. Encontre no Instagram

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