Veneza é de mentira! Foi o que pensei quando cheguei na cidade, ainda atravessando as pequenas ruas, a caminho do hotel. Mentira não pelo fato da cidade não poder existir e, sim, pela impressão que deixa desde o primeiro momento em ser cinematográfica.
Logo que cheguei a Padova, uma enorme igreja foi a primeira coisa a chamar minha atenção. Fixei o olhar nela de tal forma, enquanto caminhava com minhas mochilas buscando a hospedagem, que acabei passando do local e quase me perdendo. Então perguntei na recepção do hotel o que era aquela construção ali na frente e a resposta foi em tom óbvio por ser a igreja mais famosa da cidade: a BASÍLICA DE SANTO ANTÔNIO.
A Itália sempre esteve nos meus planos, cheguei a estudar o idioma (e me formar), ainda adolescente, pensando em me comunicar melhor quando esse dia chegasse… Anos se passaram, aprendi outros idiomas, morei em outros lugares, o aprendizado quase se perdeu e hoje falo espanhol com sotaque italiano achando que sou “fluente”. Entretanto, ainda tinha esperanças que uma vivencia mais intensa no país traria o conhecimento à tona.
Não, você não leu errado. Diferente do que diz o famoso ditado, para ir a Roma é necessário, antes de boca, ter pernas preparadas para longas caminhadas. Paris, por exemplo, tem vários de seus pontos turísticos associados a paradas de metrô – o que não acontece em Roma, que tem apenas três linhas de metrô (A, B e C). Só em termos de comparação, Paris tem 16 linhas de metrô. Deixo as dicas Roma para principiantes que aprendi na minha visita.
A sede nos levou a enxergar o Coliseu por um ângulo surpreendente, a vista apartir de um quiosque de lanches nos pés desta obra maravilhosa da humanidade. Uma surpresa deliciosa em todos os sentidos, um privilégio poder participar de um pedacinho da rotina deste vendedor que passa os seus dias “com a mão na massa”entre tanta beleza e história.

