As praias mais bonitas da Colômbia têm montanhas verdes contrastando com o azul do mar do Caribe. O destino perfeito achava ser a ilha de Providencia até conhecer o Parque Tayrona, localizado próximo a Santa Marta. Além do cenário selvagem, tem a cultura indígena e oportunidade de observar fauna e flora local caminhando ou no banho de mar. Veja quando ir, quanto custa, o que levar e se vale a pena fazer a trilha até Cabo San Juan del Guia mesmo com dificuldade moderada e calor intenso.
Acesso rápido:
O Parque Nacional Natural Tayrona
Tayrona é um dos ambientes naturais mais importantes da Colômbia, é o parque nacional mais antigo e o segundo que mais recebe visitantes no país. Ocupa uma extensa área protegida com 135 praias paradisíacas e zonas de selva com uma enorme biodiversidade. Vi peixes coloridos, macacos, iguanas, insetos, plantas e aves, mas há registros de jaguar na região.

Também é exemplo de sustentabilidade por ser administrado em colaboração com as comunidades locais para garantir que as tradições e a história sejam respeitadas e preservadas. São 20 mil hectares, sendo 4.500 dedicados ao ecossistema marinho.
Como visitar o Parque Tayrona (acesso e transporte)
Distante 40 minutos de carro do centro de Santa Marta (34 km) até a entrada El Zaino, é possível visitar por conta própria com carro alugado, táxi ou ônibus. Ali paga a taxa de entrada e seguro obrigatório. Em 2026, custa cerca de 100 mil pesos colombianos para estrangeiros, comprovados por uma pulseira colorida que identifica o tempo de permanência no parque.
Há passeios de um dia partindo de Cartagena, Barranquilla e Santa Marta nos sites Civitatis e GetYourGuide. Podendo escolher entre trilha, cavalgada e barco. De carro ou ônibus, chega até um trecho. E quem vai a pé ainda pode escolher voltar de cavalo ou de barco, mas paga a mais por isso e o preço varia conforme o movimento no dia.
Para conhecer todas as praias mais lindas, precisa pernoitar ao menos uma noite ou contratar mais passeios nos outros dias. Entre elas estão: Cañaveral, Bahía Concha, Playa Cristal e a famosa Cabo San Juan del Guia. Também pode acampar ou escolher acomodações rústicas.

Contratei o tour com trilha para conhecer algumas praias do Parque Nacional Natural Tayrona e fiquei encantada com a beleza do mar em contraste com as montanhas. Embora alguns amigos tenham achado a atividade bem pesada, a parte mais desafiadora é o clima úmido e muito tempo sem paradas.
Como é a trilha para Cabo San Juan del Guia
Logo ao entrar no parque, chamou atenção a quantidade de tendas de atendimento médico (se precisarmos, está incluso no seguro). Dá a ideia de que se machucar por ali é algo frequente, embora não tenha visto nenhuma ocorrência. Ali também pode comprar artesanato, mas lembre-se do peso e deixe para a volta.

Tecnicamente, é uma trilha moderada de 14 km ida e volta, mas o calor úmido faz parecer muito mais difícil do que é. A altimetria máxima é 46 metros e metade do caminho é plano. Escutamos o oceano de longe em quase todo o percurso e fica aquela vontade de dar um mergulho para se refrescar. O caminho é demarcado sem risco de se perder, passa por diferentes terrenos entre passarelas de madeira, areia da praia e chão batido rodeado por árvores gigantes ou entre rochas e o mar.
O grupo começa com 40 pessoas seguindo pela mata fechada por 2 km até encontrar o mirante com uma baita vista para Cañaveral. Mais 1 km até a Playa Arrecifes, mas perigosa para banho. A primeira praia onde realmente podemos nos refrescar foi só em La Piscina após 5 km de caminhada. Um pouco antes teve La Arenilla, onde fica o restaurante ponto de encontro do nosso grupo para a volta, deixamos o pedido feito para o almoço e continuamos até o objetivo do dia: Cabo San Juan por mais 40 minutos.

Cabo San Juan del Guia
Areia branca, mar azul cintilante, casinha instagramável e rio marrom correndo de dentro da mata nativa sem interferir no cristalino da água. Mas não fique parado neste primeiro cenário, cruze o rio para o melhor mergulho, caminhando até o final da faixa de areia, foi onde mais vi peixes coloridos e menos turistas. O banho estava delicioso, apenas cuidado com o rio, tem placas de jacaré.

No primeiro momento, achei que deveríamos ter almoçado ali, afinal, os preços eram parecidos e o cenário mais lindo. Como já tinha feito o pedido, voltei na hora combinada para La Arenilla e me surpreendi com o sabor e apresentação do espaguete com frutos do mar. Foi a energia necessária para fazer o caminho de volta.
Aqui pode escolher como vai voltar e os guias indicam as opções com pagamento extra. A volta é bem mais fácil porque à tarde veio uma brisa para aliviar o calor.
Povos indígenas Tayrona
Havia visto indígenas no centro de Santa Marta trajando roupas brancas e isso chamou a minha atenção. Depois descobri serem descendentes dos Tayrona. Na verdade, esse era apenas um dos povos vivendo na região, mas foram dizimados pelos colonizadores e esse nome ficou mais forte, tendo sido denominado para todos os grupos até hoje. Inclusive, nomeando o parque.
Seu artesanato com tecidos coloridos é famoso e um belo souvenir quando comprado diretamente das comunidades. Também deixaram um legado de trilhas e vilas por toda a região, como essa feita por mim e a mais difícil e impressionante, a travessia para a Cidade Perdida, na Sierra Nevada. Hoje, Reserva da Biosfera e Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.
Partindo do Cabo San Juan del Guia por um trajeto de 2 horas, pode-se visitar as ruínas de Pueblito Chairama, um assentamento dos povos pré-colombianos onde é possível aprender sobre cultura e arquitetura deles. Infelizmente, no tour escolhido, não havia tempo para isso.

Tour contratado para o Parque Tayrona
Contratei no dia anterior com transporte desde o hotel porque não era alta temporada, mas estava em local onde ônibus não entram e um motoqueiro foi me buscar na hora combinada para levar até o ônibus.
Estava lotado com cerca de 40 pessoas de várias nacionalidades. O guia explica como será o dia e fala das taxas. Residentes da antiga Grã-Colômbia*, pagam menos, o valor para todos os outros países é o mesmo. Antes de iniciar, descemos em um restaurante enquanto um dos guias foi pegar os ingressos. Nós esperamos tomando um café da manhã pago à parte e quem deseja pode comprar lanche para a trilha. Mas tem quiosques pelo caminho e restaurantes nas principais praias. Para economizar, traga lanche comprado no supermercado de Santa Marta.
Eu gostei do tour, dos restaurantes onde nos levaram e das explicações dos guias, entendo que as notas baixas nas avaliações são pela dificuldade da trilha, principalmente para quem não está acostumada com a atividade.
*Grã-Colômbia
Para entender a Grã-Colômbia, sugiro assistir “Bolívar, uma luta admirável” na Netflix. É uma novela muito bem feita, misturando drama e romance de 60 episódios, exibindo parte riquíssima da história da América Latina que não aprendemos nas escolas brasileiras. Tem uma parte melodramática chata para quem não gosta do estilo, mas instiga a curiosidade para buscar mais informações em livros e documentos históricos.
O que levar e como se vestir
Importante se manter hidratado, usar roupas leves, mas não de algodão por ficarem molhadas e pesadas com o suor. Prefira tecidos de secagem rápida que deixam o corpo respirar, como dry fit. Tênis com garra é fundamental, embora muitos façam com chinelo, eu não recomendo.
Leve mochila de ataque bem ajustada ao corpo para não atrapalhar. Vi tanta gente usando a mochila de forma errada e reclamando nesse dia, mas isso é algo a ser aprendido com prática e claramente a maioria ali era novato. Tanto que, dos cerca de 40 turistas do grupo, somente 6 voltaram a pé felizes com a trilha. Imagino ser esse o motivo de as notas de avaliação não serem as melhores.
Os mosquitos não incomodaram durante o dia, porém, no final da tarde, estavam lá e o meu repelente foi a salvação.
Leve dinheiro em espécie, mas a entrada no parque pode ser paga em cartão e recomendo Wise para pagar direto em peso colombiano com menos taxas de conversão.
Comprovar vacina da febre amarela é obrigatório, não me pediram, mas a carteira internacional estava comigo.
Imagens do Parque Nacional Natural Tayrona









Qual a melhor época para visitar o Parque Tayrona?
Dezembro a março é a melhor época para amenizar o calor e a possibilidade de chuvas, mas é altíssima temporada com bastante movimento. Eu fui em junho e peguei um dia lindo de sol com a trilha seca, porém a umidade elevada é cruel mesmo para quem está acostumada com esse clima como eu.
Além disso, o parque fecha alguns dias por ano para realização de rituais de purificação pela comunidade indígena local. Embora as datas variem, geralmente ocorre após o Ano Novo e durante festividades locais em junho, outubro e novembro. Consulte antes da sua viagem para ajustar o roteiro e não perder a oportunidade de conhecer esse paraíso. Para 2026, as datas são 1º a 15 de fevereiro, de 1º a 15 de junho e de 19 de outubro a 2 de novembro.

Pergunta frequente
O custo muda significativamente de acordo com a nacionalidade do visitante, sua idade e a temporada. Em 2026, valores variam entre 13.500 e 96.500 COP, além do seguro de 7.000 COP. PCD, idosos e menores de 5 anos estão isentos do ingresso.
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