Onde fica Gotemburgo e breve contexto
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Gotemburgo é a segunda cidade mais populosa da Suécia, tem o maior porto da Escandinávia e mais de 400 anos de história. Antes disso, Kattegat, um braço do Mar do Norte, era território dos vikings. As ilhas de pedras guardam vestígios geológicos da época da Pangeia. Hoje é um dos centros urbanos mais sustentáveis do mundo* com títulos como Europe Smart Tourism. Gotemburgo oferece tudo o que se espera de um destino cosmopolita, mas com a facilidade de chegar a pé ou pegar um bom transporte público à costa rochosa e áreas de floresta densa.
É um importante centro universitário e portuário, estrategicamente localizado entre Oslo e Copenhague, capitais da Noruega e da Dinamarca, além de ter ligação hidroviária com Estocolmo. Essa posição ajuda a explicar seu caráter internacional, a vida cultural agitada e a força histórica do comércio e da indústria. Os canais lembram Amsterdam afinal os fundadores eram holandeses e a região também tinha problemas com alagamentos.
* Conforme Global Destination Sustainability Index (2016, 2017, 2018, 2019, 2023, 2025).

O que fazer em Gotemburgo no verão
Há muito o que fazer em Gotemburgo e três dias seriam o mínimo para estas sugestões. Quem dispõe de mais tempo, certamente, preenche uma semana de atividades interessantes. Clique no seu interesse ou continue a leitura.
- Caminhar por Avenyn, Haga, Riverside e os parques urbanos
- Comer frutos do mar ou slow food com vista
- Explorar a costa pré-histórica em caiaque
- Desfrutar o fika
- Fazer um cruzeiro pelo rio Gota ou seus canais
- Visitar museus
- Pedalar pela zona rural
- Aproveitar a noite em Gotemburgo

Caminhar por Avenyn, Haga, Riverside e os parques urbanos
Popularmente chamada de Avenyn, Kungsportsavenyn é a avenida mais importante da cidade, repleta de comércio, trams e pessoas desde o centro até a praça Götaplatsen. As paradas podem incluir visita ao Konstmuseum entre outros centros culturais, um fika no Trädgardsföreningen e observar os prédios antigos com fachadas decoradas.
Margeando o canal Stora Hamnkanalen, a rua Nora Hamngatan leva ao rio Gota e é chamada Riverside a partir do Stadsmuseum (o museu da cidade). A região é uma mistura de porto com zona industrial e arte urbana. Há espaços com paisagismo, espreguiçadeiras e guarda-sóis para relaxar, além da Gothenburg Opera. Vale desviar o caminho cruzando as pontes de ferro para caminhar entre os canais. Vai encontrar a catedral Domkyrkan, o mercado de antiguidades Antikhallarna e o de peixes Feskekörka.
Ao sul fica o charmoso distrito de Haga. Considerado o primeiro subúrbio de Gotemburgo, foi construído por ordem da Rainha Kristina no século XVII, marginalizado no século XIX e revitalizado na década de 1980. Os prédios têm construção única em pedra ou tijolo, para evitar incêndios, e a parte externa de madeira. Atualmente abrigam cafés, lojas descoladas e galerias. Entrei na rua Haga Nygatan por acaso em um sábado pela manhã e me deparei com o ponto de encontro dos locais e turistas na via fechada para carros. Carrinhos e estandes vendiam antiguidades ou doces e muitos restaurantes serviam mesas lotadas de gente descontraída curtindo o fim de semana. Procure pela sinalização Haga entre as ruas Linnégatan e Språngkullsgatan. Ali perto está o Skansparken, uma colina com uma fortificação no topo.
Os parques urbanos de Gotemburgo
Nos primeiros dias fiquei hospedada ao lado do Trädgardsföreningen e no último colada ao Slottsskogen, os dois parques mais famosos de Gotemburgo. Portanto, eram minhas pausas frequentes para descanso ou caminho verde entre um ponto turístico e outro.
Trädgardsföreningen é um jardim ornamental criado pela Garden Society of Gothenburg no século XIX. Abriga um dos principais roseirais do mundo, uma estufa inspirada no Palácio de Cristal de Londres e espaços para relaxar nas margens do canal Vallgraven. Opção parecida em tamanho menor é o Kungsportsplatsen, do outro lado do canal com um campo de golfe.

Slottsskogen é o maior parque do destino com 140 hectares intercalando florestas e jardins planejados. Há lagos, um minilabirinto e até zoológico com animais da região. Os locais fazem piquenique, praticam esportes (como a caminhada nórdica) e levam crianças e cachorros para passear. Atravessando a rodovia (quando a cidade acaba), fica o belo Botanical Gardens. Um dos maiores jardins botânicos da Europa com 16.000 plantas do mundo todo, incluindo espécies extintas no seu local de origem. Ao sul do jardim botânico começa a floresta selvagem Änggårdsbergen com várias trilhas.

Os destaques do Skansparken são a vista de 360 graus que vale o esforço na subida e Skansen Kronan. A fortificação foi construída em 1698 para proteger a cidade dos dinamarqueses. No século XIX virou prisão de guerra e hoje é uma cafeteria.

Quem viaja com crianças deve incluir Liseberg, o maior parque de diversões da Escandinávia, funciona há quase cem anos no verão e no Natal. Deixei para quando voltar no inverno.
Comer frutos do mar ou slow food com vista
Com uma costa do gelado Mar do Norte de um lado e florestas do outro, comer produtos frescos e locais vira atração turística. Melhor ainda quando tantos estabelecimentos são projetados para apreciar a paisagem confortavelmente, protegido do frio e do vento. Foi assim nos lugares a seguir, sendo os localizados em Tjörn experimentados durante um bate-volta à Costa Bohuslän:

- Feskekörka significa “igreja do peixe” em sueco. O nome vem da arquitetura neogótica comum em igrejas nórdicas, mas desde sempre foi um mercado de peixes. Local para comprar ingredientes frescos ou comer ali mesmo em frente ao canal. Dizem ser Gabriel o melhor restaurante de frutos do mar da cidade, fica no segundo andar.
- Rosenkaféet é uma cafeteria tradicional em frente ao roseiral do parque Trädgardsföreningen, onde tomei um café da manhã delicioso com produtos típicos da West Sweden.
- Vatten Restaurang & Kafé serve pratos requintados e lanches preparados em cozinha aberta. O pé direito alto com paredes de vidro amplia o ambiente com vista para o mar e as rochas.
- Lottas Bak & Form é um dos vários lugares com vista para um fika na West Sweden. A proprietária era uma designer que aplica todo o seu conhecimento estético na decoração e produção dos pães, sempre priorizando produtos locais e orgânicos.
- Saluhallen é o mercado central de Gotemburgo para encontrar de tudo um pouco com preços acessíveis.
Pegue os endereços no mapa.
Uma opção que adoraria ter feito, se houvesse mais tempo, é o sea food safari. Alguns amigos foram e pescaram os ingredientes do seu almoço direto na fonte, além de observarem a vida marinha e a rotina dos moradores. Camarões, caranguejos, lagostas, mexilhões e ostras são os destaques, variando conforme a estação.
Onde comer barato em Gotemburgo
Tirando os pães e frutas da estação, experimentar a comida local pode ser bem caro em tempos de real desvalorizado. Portanto, deixo uma lista de onde comer pagando pouco em Gotemburgo. Mas aviso, os estabelecimentos acabam sendo fast food de receitas importadas.
Lista dos restaurantes:
- Vapiano é uma rede italiana como se fosse uma praça de alimentação e cada um escolhe em qual banca comer. Bem servido e saboroso.
Onde: Östra Hamngatan, 35 - Zaffran-A Taste of Persia comida farta e deliciosa para dividir com os amigos.
Onde: Stora Nygatan, 3A - Sannegarden Pizzeria é gostosa, simples e com preço ótimo, incluindo salada.
Onde: Skanstorget, 2 - Yalla Habibi aquele árabe econômico para quem tem fome.
Onde: Hotellplatsen, 2
Explorar a costa pré-histórica ou os canais em caiaque e bicicleta

A costa oeste da Suécia é formada por rochas de granito de 3 bilhões de anos. Elas complementam o belo cenário do mar de Kattegat que pode ser explorado de perto remando e caminhando como fiz no passeio chamado The Swetiest Art Tour. Inclui bicicleta na zona rural e museus na Costa de Bohuslän.
Caiaque e bicicleta são os meios de transporte e lazer mais usados em Gotemburgo, estão por toda parte para alugar por aplicativos ou tours especializados como esse bate e volta a Tjörn. Inclusive, é comum ver pessoas remando em caiaques nos canais no centro da cidade, no rio Gota e também no Arquipélago de Gotemburgo. Esse último não conheci, ficou para uma próxima viagem.
Desfrutar o fika
Fika é o verbo para representar um estilo de vida dos suecos. É encontrar os amigos com o objetivo de comer (principalmente doces e café), relaxar e bater papo, pelo menos, duas vezes por dia. Pode ser um piquenique no parque, nas margens do rio ou um dos canais, na praia ou nas dezenas de cafeterias e padarias espalhadas por Gotemburgo. Não deixe de provar o delicioso pão de canela.

Passeio de barco pelos canais e rio de Gotemburgo
Estar na terra dos vikings e no maior porto da Escandinávia pede uma navegação. Fiz um passeio para ver o pôr do sol no rio Gota com coquetel, porém, era parte do evento e não tenho como recomendar. Partindo do mesmo porto em Kungsportplatsen, há um tour hop-on hop-off de barco onde o turista escolhe descer ou não nas 5 paradas, podendo embarcar novamente na próxima embarcação, basta cuidar os horários.

Museus de Gotemburgo: quais visitar
Gotemburgo reúne museus interessantes para ficar horas em cada um deles. Com tempo curto e dias lindos, optei por aproveitar os ambientes ao ar livre, deixando os museus para uma ida futura. Visitei apenas o Nordic Watercolour Museum por estar incluso no roteiro a Tjörn. Deixo a lista dos mais importantes:
- Göteborgs Konstmuseum é o melhor e maior museu de Gotemburgo, reúne obras do século XV até a atualidade, incluindo Munch, Monet, Picasso, Rembrandt e outros nomes internacionais.
- World of Volvo apresenta a história da Volvo e sua relação com o automobilismo.
- Nordic Watercolour Museum exibe somente aquarelas e também vale pelo cenário na Costa de Bohuslän.
Veja a lista completa e mais informações no site da cidade.

Aproveitar a noite em Gotemburgo
Curti a noite de domingo a sexta e foi muito divertido. Há várias opções de bares animados com música ao vivo ou mais certinhos para confraternizar com os amigos e fazer negócios (lembrando que o congresso de aventura foi o principal motivo da viagem).
O curioso foi ver os estabelecimentos fechando mais tarde conforme o decorrer da semana. Mesmo assim, fui “expulsa” de todos porque os suecos são rígidos com horários. Então eu saía de um e buscava outro até chegar perto do hotel, afinal, o Irish Embassy Pub sempre era o último a fechar. Nessa busca, caímos na cervejaria Brewers Beer de um inglês que estava colocando a placa de fechado quando tentamos entrar. Ele disse ao olhar nossas caras de turistas desanimados: “tudo bem, enquanto deixo o bar pronto para abrir amanhã, vocês bebem algumas rodadas.” Rendeu mais de uma hora e algumas coroas suecas no bolso do dono. Beber na Suécia é bem caro e sugiro cautela nos gastos.
Onde ir
Visitei vários e deixo os melhores, a maioria dos bares se concentra no centro, em Haga e em Linné (veja no mapa):
- Bon Bon Bar onde o esquenta começava após as palestras, pois é o lounge bar do Clarion Post Hotel, local da minha hospedagem.
- Irish Embassy Pub é típico irlandês com bom rock n’roll ao vivo e comidas em dois endereços.
- Brewers Beer é a cervejaria do inglês simpático descrito acima.
- BrewDog é uma rede internacional de cervejaria artesanal com comidinhas.
- Hemma hos é um dos bistrôs para comer e beber com estilo.
- Cheers Pub & Sport é um dos poucos abertos até 1h da manhã durante a semana.
- Trädgår’n é uma boate enorme no parque Trädgardsföreningen. Vale verificar a programação antes de ir porque a festa era privada para o encerramento do evento.
Assim foram os meus dias em Gotemburgo e tudo isso está apenas de um lado do rio, faltou conhecer o outro. Acha que vale a pena incluir no seu roteiro? Se já visitou, deixe nos comentários o que mais gostou.
O que fazer em Gotemburgo em 1 dia
Se você tem apenas um dia em Gotemburgo, concentre o roteiro entre Haga, Feskekörka, os canais do centro, Avenyn e Götaplatsen, onde fica o Museu de Arte. Dá para fazer boa parte a pé; um passeio de barco, tour de scooter ou ônibus turístico podem ajudar a conhecer mais lugares em menos tempo.
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Hospedagem em Gotemburgo
Como o Adventure Travel World Summit aconteceu no icônico Clarion Hotel Post, fiquei hospedada ali durante boa parte da viagem, com muito conforto e café da manhã maravilhoso. Além da boa localização e da piscina com vista no terraço, o hotel mantém uma horta adubada com os restos de comida dos hóspedes. É um exemplo de sustentabilidade na prática.
No último dia mudei para o outro lado da cidade no Backpackers Göteborg e foi ótimo para explorar os bairros Haga e Linné a pé. No primeiro momento achei ruim ser tão longe, mas bastou uma caminhada nos arredores para ter valido a pena trocar, além da enorme economia de compartilhar espaços com outros viajantes.

Como chegar e circular
Fiz quase tudo a pé, a não ser pela ida ao aeroporto e eventuais trams para voltar à hospedagem após caminhar muito e estar exausta. O transporte público é pontual, conecta todos os pontos e o pagamento é por autoatendimento com cartão de crédito. Vale se informar sobre o programa Next do Gothenburg, é uma série de lugares interessantes para visitar utilizando transporte público de Gotemburgo. Além disso, é muito fácil alugar bicicletas e patinetes por aplicativo, estão por toda parte. Quem não se sente seguro para explorar a pé pode usar o ônibus hop-on hop-off, que passa pelos principais pontos turísticos, ou contratar passeios guiados como esses oferecidos pela Civitatis.
O aeroporto Landvetter tem voos diários conectando Gotemburgo a vários destinos da Europa. Fica a 25 km da Estação Central, de onde peguei um ônibus direto e cheguei em meia hora em um sábado à tarde.
Por terra há boas estradas e ferrovias para as principais cidades da Suécia, além de Oslo e Copenhague. Vim de Mora de trem em uma viagem de 7 horas com paisagens rurais. A chegada é na Estação Central, onde está a maioria dos hotéis.
Por mar, há ferries regulares partindo e chegando para portos da Dinamarca e da Alemanha.
Leia o texto dicas aos viajantes para mais informações sobre como viajar pela Suécia.
Mapa de Gotemburgo
Use sua conta do Google para personalizar este mapa conforme o seu roteiro. Salve no seu Maps, marque pontos e trace as rotas que desejar.

Essa viagem foi parcialmente patrocinada pela Visit Sweden a convite da ATTA.
Perguntas frequentes
Para conhecer as principais atrações, reserve de 2 a 3 dias em Gotemburgo. Em 1 dia dá para explorar o centro, Haga e Götaplatsen; com 2 dias, inclua museus, parques ou Liseberg. Três dias permitem desacelerar e acrescentar um passeio pelo arquipélago.
Caminhe pela Avenyn e pelos canais do centro, explore as ruas históricas de Haga e a região de Riverside. Visite o Världskulturmuseet. Aproveite os parques urbanos como Trädgardsföreningen, Slottsskogen e Skansparken. Outra boa opção é fazer como os suecos: preparar um fika e relaxar.
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