Enquanto ainda morava em Gramado e tinha muito tempo livre, acabei me envolvendo com um dos hobbies preferidos da gauchada da Serra – comprar carros antigos e restaurá-los. Fui abastecer minha pick up num posto de gasolina, vi o Passat vermelho e achei o design super bonito.

Por Augustin Caceres ℹ︎

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Momento da saída de Gramado
Momento da saída de Gramado
Passat se preparando para a aventura
Se preparando para a aventura

Comprei e me dediquei ao meu novo passatempo. Fui restaurando todo o carro, levando no mecânico e encontrando acessórios originais. O design do Passat 1975 é lindo. Eu sou fã dos automóveis dos anos 70, com seus para-choques metálicos e suas curvas modernas. A maioria dos automóveis daquela época é maravilhoso.

A viagem de 1200 km num Passat 1975

Hidi: gramadense fã número 1 do Territórios
Hidi: gramadense fã número 1 do Territórios

Quando o passat ficou em boas condições, eu já estava preparando a minha mudança para os Estados Unidos. Me desfiz da pick up e de outros bens, recolhi meus pertences e parti de volta para São Paulo. Mas claro que o mais divertido e interessante seria fazer essa viagem de Passat 1975. E como foi! O carro corre na estrada. Tem um desempenho ótimo, além do bagageiro gigante onde entrou tudo o que eu tinha.

Coloquei o adesivo do Territórios.com.br e me larguei na aventura. Sai de Gramado pela saída norte, via Canela, e peguei a Rota do Sol. É uma das estradas mais bonitas do sul do Brasil. Atravessa os Campos de Cima da Serra, depois desse os viadutos através dos cânions e sai lá embaixo, perto de Torres. Então segui rumo à São Paulo pela BR 101.

No Santinho, em Floripa
No Santinho, em Floripa
Passat no mecânico em Florianópolis
No mecânico em Florianópolis

Não foi uma viagem direta. Parei em Florianópolis e em Curitiba, onde visitei amigos. Claro que o carro precisou de revisões em ambas cidades. A vantagem é que este veículo, que tem quase 40 anos, é de mecânica simples. Todos conseguem conserta-lo de forma barata e rápida. Ele anda bem na estrada. É confortável, a visibilidade é ótima e o desempenho é rápido.

Em São Paulo, recebido pela fã e colaboradora Vanessa
Em São Paulo, recebido pela fã e colaboradora Vanessa

Impressões da viagem

Passat no Ibirapuera, em São Paulo
No Ibirapuera, em São Paulo

Claro que no quesito segurança, os automóveis dos anos 1970 não são os mais seguros. A própria carcaça metálica deles é perigosa. Os automóveis atuais tem diversos quesitos de segurança como cock pit, carcaça flexível para amortecer impactos e barras laterais, que estes carros não tinham mesmo.

E a viagem foi bela. Subir a serra de Florianópolis até Curitiba pela BR 101, passando por Joinville, foi incrível e terminei em São Paulo, naquele transito, mas chegando são e salvo. Foram 1.200 km percorridos e bastante adrenalina. Depois, um amigo levou o automóvel para Belo Horizonte, ou seja, ele percorreu 600 km mais para norte. Nada mau para um teste de resistência de um Volkswagen 1975 que percorreu, ao todo, 1900 km de estrada, morros, buracos, calor, curvas, transito de São Paulo e Curitiba, subindo e descendo a Serra do Mar.

Uma curiosidade é que no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, costumavam me parar em postos de gasolina para perguntar o preço do automóvel e se estava à venda, já em São Paulo ou Minas Gerais, quase ninguém gosta de carros antigos ou tem esse hobby de cuidar deles. São aquelas diferenças culturais entre o sul e o norte do Brasil.

Conceito de ter um Passat nos anos 70

Para entender melhor o conceito de ter um Passat, olhe as propagandas do lançamento dele em 1974.

E hoje ele esta na garagem da casa do meu irmão. Qual será seu próximo destino?

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quero dicas do Brasil
Author Augustin Tomas o'Brien Caceres

Criado em uma família onde se falava espanhol, português, portunhol, italiolo e algo de inglês. Sempre se interessou por outros idiomas e hoje mora nos Estados Unidos e trabalha com comércio internacional na LE Group Industries. Siga no Linkedin

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