A Ilha do Amor, ou Capital Brasileira do Reggae ou ainda Cidade dos Azulejos, exibe uma riqueza cultural impressionante em 400 anos de história na arquitetura, culinária, dança e folclore. São Luis do Maranhão me ganhou pelos seus detalhes e características únicas.
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Quando a maré encher em São Luis do Maranhão
Começando pela maré que influencia diretamente a rotina das pessoas em toda Ilha de São Luis, ela muda diariamente, cerca de oito metros de altura, de 12 em 12 horas com alternância de uma hora por dia. Variação maior só acontece no Monte Saint Michel, na França. O fenômeno ocorre pela proximidade da linha do Equador, a capital está localizada a apenas dois graus de distância. Ali a culpa por atrasos ou informações erradas não são das pessoas e sim da maré.

Quando a paisagem se transforma em enormes pontes sobre o lodo, a princípio, só se vê barro, mas um olhar mais atento percebe a grande movimentação dos chama marés – caranguejo alaranjado com uma das garras bem maior que a outra, ele fica na lama movimentando essa pata como se estivesse chamando alguém.

É a única cidade brasileira fundada por franceses onde a população atual, em sua maioria mestiça, é formada por africanos, franceses, holandeses, índios e portugueses.
O que fazer em São Luis do Maranhão
Caminhar pelo Centro Histórico é passeio imperdível que deve ser feito com muita atenção no olhar. Um percurso repleto de azulejos, becos, ladeiras, escadarias de pedra, travessas e grandes sobrados com sacadas. É um museu a céu aberto declarado Patrimônio Mundial da Unesco.
A dança e o folclore são, ao mesmo tempo, originais e tradicionais. As festas populares atravessam gerações mantendo costumes e crenças. O mais típico é o Tambor de Crioula, manifestação declarada Patrimônio Cultural Imaterial pelo Iphan. O som predominante em São Luis, vindo das casas, lojas, carros…, é o reggae jamaicano de raiz. Com a diferença de aqui se dançar juntinho. Eu adorei descobrir a cidade com a trilha sonora preferida na minha adolescência.

Só lamento ter conhecido em um feriado, quase tudo o que falei acima poderia ter sido melhor explorado em dias normais. Essas foram minhas impressões e histórias contadas pelo guia Nailton. Cantor de reggae que encontrei por acaso enquanto ele levava um grupo por um tour no centro.

Centro Histórico
O Centro Histórico foi meu ponto de partida na manhã da sexta-feira santa, procurava um centro de informações ao turista, mas estava fechado, assim como quase todo o comércio. As ruas vazias, com chuva, davam medo e fui abordada mais de uma vez com alertas para ter cuidado com meu equipamento fotográfico. Foi nesse momento que comecei a acompanhar Nailton, pegamos o final do passeio e, como não havia mais turistas para um novo tour, ele nos levou para descobrir a São Luis fora do convencional.

Observamos do carro a realidade de um dos estados mais pobres do Brasil e a degradação da arquitetura, que continuava bela e cheio de histórias em cada detalhe. Ele nos levou em lugares famosos, mas que não fazem parte do roteiro do city tour por insegurança. Jamais chegaríamos em alguns pontos a pé e sem guia, mesmo tendo pesquisado como atrações obrigatórias. Também contou algumas lendas, mostrou o que ele gosta de fazer e projetos culturais, como o Forte Santo Antônio, hoje corpo de Bombeiros que pretende virar museu náutico.

Lagoa da Jansen
Fiquei hospedada ao redor da Lagoa da Jansen, com uma boa estrutura de lazer e esportes, e a poucas quadras do mar. A região é bem diferente do centro com grande expansão imobiliária, muitos bares e restaurantes pela av. Litorânea. É agradável caminhar pela orla, pisar na areia branca e observar o movimento. Seria perfeito se todas as praias não fossem impróprias para banho ou interditadas. Uma curiosidade local foi ver ambulantes vendendo descolorantes e água oxigenada nas praias Ponta d’Areia, São Marcos, Calhau e Caolho. Prática incomum no sul e sudeste.

Tome Nota São Luis do Maranhão
Evite visitar São Luis em domingos e feriados, principalmente os religiosos, quando muitas atrações e lojas fecham. Manifestações culturais também deixam de acontecer em respeito à comemoração do dia. Mas se for feriado, a opção é conhecer cidades próximas como Alcântara, São José do Ribamar e Raposa.
Hospedagem: Stop Way foi uma ótima opção pela localização, atendimento, internet grátis, café da manhã e conforto do quarto (todos com vista para lagoa ou oceano). É um hotel novo focado em negócios que oferece promoções nos finais de semana.
Transporte: Não importa se é perto para andar a pé, por segurança achei melhor sempre pegar táxi. A frota parece ser grande e foi fácil encontrar em diferentes pontos da cidade.

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5 Comments
Bom dia.
Bela postagem. Só há um equívoco em relação à variação de marés – um erro inclusive reproduzido pela grande mídia. Na verdade, São Luís só tem a maior amplitude de marés do Brasil – geralmente uma diferença de até 6,3 m, 6,5 m ou até passando de 7 m em casos excepcionais, como as grandes marés equinociais de março e setembro . No mundo há variações muito maiores, como à citada na costa da Normandia e da Baía de Fundy, no Canadá. Nesta última parece que a amplitude ultrapassa 15 metros, chegando até a 17. Agora, no que diz respeito ao estirâncio formado pela baixamar e a preamar de imediato à costa, as do Maranhão são realmente gigantescas e talvez as maiores do mundo.
Olá André, bom dia! Obrigada pelas informações, não sou especialista e repassei o que aprendi com o guia de turismo e vi com meus olhos.
Estive em junho passado para conhecer os lençóis maranhenses, mas me decepcionei muito, pois na melhor época para ver os lençóis, elas estavam secas… Mas por acaso peguei uma época maravilhosa em São Luis.. O São João… tinha boi todas as noites, em vários pontos da cidade… gostei muito mesmo…quanto a maré baixa, me impressionei com a vazante… dizem que é a maior vazante da América latina…mas não sabia porque… gostei da tua explicação… Fiz um post da minha viagem também…
http://nocursodopercurso.blogspot.com.br/2012/09/parabens-sao-luis-do-maranhao.html
Pretendo voltar para conhecer os lençois e espero pegar uma cidade mais aberta ou essas festas populares.
É incrível uma cidade turística fechar nos feriados…é mais ou menos como um restaurante fechar na hora do almoço.
Realmente tirando este detalhe é uma cidade linda com muitas coisas a descobrir e a fotografar.
Vale a visita!
Um abraço Roberta