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Irlanda do Norte em 2026: documentos, ETA e como visitar a Causeway Coast
A Irlanda do Norte faz parte do Reino Unido e não mais da União Europeia. Por isso, antes de viajar, sempre consulte as regras de entrada no GOV.UK. Em maio de 2026, o Reino Unido exige ETA (Electronic Travel Authorisation) para brasileiros, e eu acabei de fazer para minha mãe, de forma rápida pelo aplicativo. O valor foi £ 20, pago com cartão de crédito, e tem validade de 2 anos ou até o vencimento do passaporte, o que acontecer primeiro. Cada viagem de turismo pode durar até 6 meses. Mesmo com aprovação, não substitui a decisão final do oficial de imigração na chegada.
Resumo prático atual: verifique ETA e passaporte, reserve atrações concorridas com antecedência, leve roupa impermeável e monte o roteiro considerando vento, chuva e deslocamentos lentos pela costa.
Roteiro pelo norte da Irlanda do Norte
As opiniões expressas pelos viajantes colaboradores são próprias e nem sempre refletem o pensamento do Territórios. Conheça a autora ou deixe um comentário.
Um dos lugares mais encantadores onde já estive é o norte da Irlanda do Norte. Aliás, de todos os cantos por onde eu mochilei, essa é a minha viagem preferida. Dignas de cenário de cinema, as paisagens presenciadas em julho me marcaram tanto que, certas noites, chego a sonhar estar de volta a esse pedacinho tão mágico do mundo.
Uma parte dessas boas surpresas também se deve ao fato de ter embarcado na aventura de conhecer uma pequena parte do Reino Unido bem por acaso. O namorado participou de um congresso em Dublin, na Irlanda, e eu fui na bagagem. Um grupo de colegas desse congresso traçou os planos do roteiro para a Irlanda do Norte e determinou os lugares que visitaríamos. Por muita sorte, eu fui na onda.
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Giant’s Causeway
Localizado em County Antrim (litoral nordeste da Irlanda do Norte), Giant’s Causeway é o lugar mais impressionante que eu já vi. A paisagem é resultado de uma erupção vulcânica e deu margem a várias lendas cujo personagem principal seria um guerreiro gigante (e daí o nome do local, que significa Calçada do Gigante, em português).
Histórias à parte, a realidade é que cerca de 40 mil pedras esculpidas pela natureza em formas hexagonais se encaixam numa área de quase um quilômetro entre o mar e a montanha.
Patrimônio da Unesco e reserva natural da Irlanda, Giant’s Causeway é desses lugares fascinantes que dispensam descrição e onde a gente pode passar horas só admirando. Eu não tenho dúvidas que voltarei quantas vezes for possível.

Carrick-A-Rede
Na mesma região do litoral nordeste da Irlanda do Norte, visitamos também os arredores de Ballintoy, igualmente em County Antrim. O local é especialmente conhecido por Carrick-A-Rede, uma ponte de corda de vinte metros que conecta o continente à pequena ilha de Carrick.

Para quem curte natureza e está passeando pela Irlanda do Norte, Carrick-a-Rede é imperdível. A beleza nessa área, um tanto quanto inabitada, é denotada pelo alto relevo da costa.
Se você contar com a mesma sorte do nosso grupo, vai poder presenciar as aves que povoam as rochas nos arredores da ilha e golfinhos que, diante da surpresa da guarda do local, não devem aparecer por lá com tanta frequência.

Dunluce Castle
Nos arredores de Carrick-a-Rede, também visitamos as ruínas do medieval Dunluce Castle. Construído no século XIII, foi habitado até 1690, mas uma série de ataques prejudicou a construção. As ruínas ficam à beira de uma montanha no litoral e estão abertas para visitas, vale a pena.

E para não dizer que não aproveitamos das praias em pleno verão norte-irlandês (10 graus é calor nessa região onde chove quase diariamente), visitamos Whiterocks Beach, nas redondezas de Dunluce Castle. Confesso que fiquei mais surpresa pela corajosa prática do surf no gélido mar irlandês do que pela coloração das rochas sedimentárias nomeando a praia. Na entrada do local, uma placa aconselhava se proteger do sol, embora ele não tenha dados as graças nenhum dos dias passados na Irlanda do Norte.

Arredores de Coleraine
Na sede de civilização e dos pubs que abrem muito cedo, fizemos uma parada estratégica em Carnlough, uma cidadezinha próxima a Coleraine onde visitamos o porto do local.

A 15 quilômetros de Coleraine, visitamos a destilaria de whisky Old Bushmills, a mais antiga do mundo (data de 1608) e a única ainda em funcionamento na Irlanda do Norte. Uma guia nos explicou todos os passos da fabricação do whisky e, no final, pudemos escolher uma bebida da fábrica para degustar. Como eu odeio whisky (e parar numa destilaria não foi por vontade própria), tomei uma espécie de chá doce à base de whisky e canela.
Para quem viaja em julho para a Irlanda do Norte
Passamos uma tarde em Belfast, no caminho de volta para Dublin, e foi pouquíssimo tempo para conhecer a cidade, uma pena. Para piorar, ainda pegamos o feriado de 12 de julho* (The Twelfth ou Orangemen’s Day*) e nada funcionava.

Foi interessante ao menos ver o desfile e dar uma banda pela capital norte-irlandesa, que ficou rapidamente deserta depois dos festejos. Nos restou caminhar pela cidade e aproveitar de sua arquitetura e da melancolia do fim de uma viagem tão bonita.
* O 12 de julho celebra a Glorious Revolution (1688) e a vitória do rei protestante William of Orange sobre o rei católico James II na Batalha de Boyne (1690)
O clima no norte da Irlanda do Norte
O aviso da proteção solar da praia não me convenceu e não imagino que as temperaturas subam muito nessa região mesmo no auge do verão europeu. Saímos da França com um calor de 30 graus e pegamos chuva, muito vento e uma temperatura entre 10 e 15 graus durante uma semana na Irlanda.
Os guris do grupo foram equipados de botas, gorros e capas de chuva – eu recomendo demais e prometo levar na minha próxima viagem à Irlanda do Norte. Para constar, a pessoa de bom senso e de saia rodada na foto de Carrick-a-Rede sou eu. Aconselho a não repetirem essa experiência sem a presença de responsáveis e/ou um serviço de resgate.
Os nativos usavam shorts e mangas curtas como se eles estivessem no nordeste do Brasil e não no nordeste da Irlanda do Norte. Ou seja, não se guiem pelos habitantes locais, desconfio sinceramente que eles sejam impermeáveis.
Não se preocupe em levar sombrinha e guarda-chuva na bagagem; tem à venda por todo o lugar. Eu sei, você acabou de pensar que não vai levar uma sombrinha o tempo inteiro durante a viagem. Eu também pensei isso até viver eternos cinco minutos debaixo de uma chuva e de um vento gélidos afogaram minhas roupas e meu bom humor. Só então mudei de opinião, entrei na primeira lojinha à vista e saí com um lindo guarda-chuva azul de bolinhas brancas. Nunca pensei que a felicidade pudesse se resumir a tão pouco.
Tours pela Causeway Coast: como visitar Giant’s Causeway sem carro
Se não pretende alugar um carro na Irlanda do Norte, contratar uma excursão guiada pode ser a forma mais prática de conhecer a Causeway Coast sem preocupações com horários e conexões. A região reúne atrações interessantes espalhadas pela costa, e nem sempre é simples combinar tudo por transporte público no mesmo dia.
Os tours partindo de Belfast são menos cansativos, embora haja opções em Dublin, mas o deslocamento é mais longo. Vale escolher o passeio com roteiro bem objetivo e poucas paradas apressadas. Antes de reservar, confira a política de cancelamento, idioma do guia e ponto de encontro. Também é importante verificar o que está incluso ou deve ser pago à parte.
Transporte na Irlanda do Norte
Como chegar: fizemos de trem o trajeto de Dublin (Irlanda) até Belfast (Irlanda do Norte). E de lá rumamos também de trem até Coleraine onde nos hospedamos e alugamos um carro para conhecermos o trecho costeiro.
Considere dormir em Belfast, Coleraine, Portrush ou Bushmills. A região Causeway Coast fica mais fácil de explorar de carro, especialmente para visitar Giant’s Causeway, Carrick-a-Rede Rope Bridge, Dunluce Castle e Whiterocks Beach no mesmo dia. Quem viaja sem transporte próprio pode usar o trens e ônibus da Translink, mas deve conferir horários com antecedência.
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8 Comments
Bruno, vai me dizer q sao as pessoas q criam a lava?
Parabéns pelas fotos!
aaa os países nórdicos.. ( sonhando aqui )
Sou pobre. 🙁
Oi, Bruno! Valeu por adicionar as infos sobre as rochas!
E, Rodrigo, procurei onde foi gravado o seriado Lost e não encontrei nenhuma informação relativa à Giant’s Causeway ou Giant’s Boot. Vamos ficar devendo essa…
Só pra constar, essas rochas não foram esculpidas pela natureza, elas são formadas assim, normalmente em topos de derrames de lavas básicas/ácidas, aqui no Brasil temos muitos lugares com esse tipo litológico, porém em nenhum sítio deste tamanho, procure por diáclase ou disjunção vertical de basalto, e pedras de cambira 😉
Nossa,um lugar que gostaria de ir um dia,belo post!
É a bota do pé da ilha de LOST?