Jardins submersos na Grande Barreira de Corais da Austrália


Água transparente, milhares de cores em meio ao azul turquesa do mar, diversidade de peixes, moluscos, crustáceos, equinodermes e plantas marinhas fazem parte da Grande Barreira de Corais da Austrália. A maior fonte de vida marinha da Terra e patrimônio da humanidade pela Unesco. São 2300 quilômetros junto à costa nordeste de Queensland com cerca de 2900 recifes, 600 ilhas e 300 atóis de coral.

Atenção! Austrália não está permitindo a entrada de estrangeiros no país até 2021. Apenas residentes da Nova Zelândia conseguem entrar com restrições. 

Nota do editor: Este não é o melhor momento de viajar para fora do Brasil, mas pode ser agradável planejar uma viagem futura ou aprender algo lendo nossas experiências. Continue conosco!

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Peixes de todos os tamanhos e cores
Peixes de todos os tamanhos e cores
Ecossistema colorido
Ecossistema colorido

Grande Barreira de Corais da Austrália

Fiz o passeio de um dia para conhecer os corais que diziam ser os mais bonitos entre todos esses. Mas vi fotos e ouvi relatos que deram muita vontade de ficar mais tempo e conhecer os outros. Foi uma experiência incrível, apesar de alguns contratempos que hoje trazem gargalhadas a tona.

Para começar, foi um desperdício ter ido ao melhor lugar do mundo para mergulhar sem ter experiência prévia com cilindro. É muita pressão do instrutor, não é nada fácil aprender a respirar desse jeito. Eu tentei, mas na hora de respirar dentro da água não me senti segura e desisti. Leandro continuou e relata como foi:

Leandro fazendo snorkel
Leandro fazendo snorkel

O mergulho não foi muito divertido, não tenho certeza se foi porque eu estava enjoado ou porque tudo foi feito com pressa. Deram um curso básico de 20 minutos e os primeiros já entraram no mar. O mergulho era em grupos de 4 pessoas, então quando eu sentei na beira do barco, meus 10 minutos já começaram a contar. Era muito pouco tempo para por na prática o que aprendi na teoria. Se demorasse muito, ainda atrapalhava os outros.

Quando mergulhei, meu ponto de referencia era o casco que balançava muito e me deixou tonto, mesmo assim encarei no momento que o instrutor começou a nos levar para o fundo. No início senti medo, dor no ouvido e entrou água na máscara, mas como estava sendo guiado continuei. Quanto mais fundo, maior era o medo. Quando chegamos aos 10 metros de profundidade, veio uma sensação de tranquilidade, acho que neste momento senti que estava dominando o equipamento. Foi ótimo, até vimos um pequeno tubarão e tocamos numa ostra gigante de uns 80 cm. Porém uma pessoa se sentiu mal e subimos um pouco, melhorou e descemos de novo. Aconteceu mais umas 2 vezes e a sensação desagradável voltou. Nesse momento não via hora de sair da água. Eles haviam alertado que ninguém curte o primeiro mergulho.

Turistas mergulhando
Turistas mergulhando

Com snorkel foi bem mais fácil e maravilhoso, é só se jogar na água, se acostumar com a máscara e ir em direção a um paredão de corais. Tem que cuidar para não bater com os pés de pato nos corais. São frágeis e ficam menos de um metro da superfície. O barco pára em dois recifes por umas duas horas em cada um. Aluguei um long, mas nem foi preciso, a temperatura da água estava ótima em maio.

Peixe bem grande querendo nossos camarões
Peixe bem grande querendo nossos camarões

Também observei os corais por outro ângulo – sobrevoando de helicóptero. Outra experiência imperdível, deu até para ver tartarugas marinhas e tubarões. O piloto faz algumas manobras e piruetas para gente poder ver melhor, mas isto pode causar enjoos. Verifique onde estão os saquinhos e não faça o que eu fiz…

Corais vistos de cima
Corais vistos de cima

O barco mexia muito, várias pessoas passaram mal, inclusive eu que adoro o movimento e nunca tinha passado por isso! Mas bastava cair na água para o mal estar passar de imediato. Para evitar é bom procurar o lugar no barco que balança menos e fixar o olhar no horizonte. Nem pense em passar perto da cozinha, principalmente se estiverem fazendo fritura. Eu estava indo bem até o momento que decidi pegar os camarões gigantes, não deu para segurar. Depois de encher um saquinho, só por causa do cheiro, fui para o lugar que balançava menos para tentar comer. Mas o cheiro de fritura chegou em mim de novo e usei mais saquinhos. O jeito era continuar dentro d’água com fome e deixar para comer bem em terra firme.

O melhor lugar para ficar no barco
O melhor lugar para ficar no barco

E acho que atrasei o passeio dos outros, porque o helicóptero teve que voltar ao porto para ser limpo.

Tome Nota Grande Barreira de Corais em Cairns

Como chegar: passeios de barco partem diariamente das cidades de Port Douglas, Town of 1770 e Cairns.

Vá nos recifes mais distantes (90 minutos de Cairns). São os mais bonitos, preservados e os mais caros, mas vale a pena. Os que me indicaram foram Moore, Norman, Hardy, Saxon e Arlingyon. Contratei a Down Under, o passeio de 9 horas incluía snorkel, mergulho com cilindro, voo de helicóptero, refeições e material de mergulho. Long e câmera a prova d’água podiam ser alugados na hora. O almoço tinha camarões gigantes deliciosos. Melhor época para visitar é entre abril e novembro, embora a visibilidade da água seja boa na maior parte do ano. Não tome remédios para enjoo, podem dar muito sono e estragar todo o passeio. 

Veja mais fotos do mergulho na Grande Barreira de Corais:

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Roberta Martins

Comunicadora, idealizadora deste site, fotógrafa e guia de turismo. Há 15 anos relata suas experiências de viagem focando em cultura e aventura. Saiba mais na página da autora. Encontre no Instagram

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