Ontem contei em detalhes como começou a aventura de desbravar o Monte Roraima, hoje trago as surpresas do dia seguinte.
No Dia Mundial da Água a imagem só poderia ser da maior queda d’água em volume do mundo – as Cataratas do Iguaçu. Tem em média 1,3 milhão de litros por segundo em 275 quedas-d’água entre 60 e 82 metros de altura. Essa imagem foi no lado argentino, no salto San Martin, depois de ter, literalmente, mergulhado nele.
Monte Roraima (2012), junto com Salkantay (2006), foram as trilhas mais difíceis que já percorri. Não sei dizer se o caminho Inca foi a minha primeira grande travessia e eu estava despreparada ou se foi a altitude o fator complicador. Sei que no Roraima usei roupas e equipamentos adequados, tinha experiência nesse tipo de trekking, a altitude não era problema e, mesmo assim, ainda não sei classificar qual exigiu mais.
Dizer que a natureza foi generosa é pouco para falar do Grand Canyon, localizado no Arizona, Estados Unidos, e considerado uma das sete maravilhas naturais do mundo. Para mim, conhecer o parque significou confrontar-se com dimensões muito mais profundas (tanto como os mais de 400 km2 de largura ou dos 1.600 metros de profundidade) do que conhecemos, do que entendemos como vida e o nosso planeta.
No topo do mundo perdido encontrei os jardins mais bonitos que já vi na vida. Buques, mandalas, árvores podadas pelo vento, barulhinho de água corrente, cristais brotando do chão, flores diferentes nascendo direto das rochas e caminhos sinuosos pisando em areia, lodo, poças e pedras cheias de significados.